Perspectivas continuam positivas para o setor sucroenergético, apesar da retração da moagem

Perspectivas continuam positivas para o setor sucroenergético, apesar da retração da moagem

Fonte: Unica e portal Canaonline

A projeção para a safra 2017/2018 de cana-de-açúcar indica uma moagem da 585 milhões de toneladas, queda de 22,14 milhões em relação às 607,14 milhões de toneladas processadas na safra anterior, de acordo com a Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

Esta queda é resultante, sobretudo, da ligeira retração na área disponível para colheita e da diminuição esperada na produtividade agrícola do canavial a ser colhido neste ciclo. No entanto, mesmo diante de um cenário cada vez mais desafiador, produtores da região continuam otimistas.

Um exemplo é o produtor rural Renato Ducati Delarco, associado da AFCRC – Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Catanduva, que possui uma área plantada de 1.400 hectares na região de Monte Azul Paulista, em São Paulo. “Visualmente, o que se observa com o início da colheita é que a produtividade da cana-de-açúcar está melhor em relação à safra anterior”, diz.

Delarco atribuiu a maior produtividade ao melhor regime de chuvas e ao aumento no valor agregado da matéria-prima, que permitiram investimentos na lavoura, principalmente em relação ao manejo de pragas. “Com o melhor controle de pragas é possível reduzir as perdas e obter maior resultado em produtividade”, afirma Renato.

Produção de açúcar e de etanol

Do volume total de matéria-prima a ser processada na safra 2017/2018, a Unica estima que 46,99% deverá ser destinada à produção de açúcar. Com isso, a fabricação projetada é de 35,20 milhões de toneladas de açúcar, ligeira queda de 1,2% no comparativo com as 35,63 milhões de toneladas registradas na safra 2016/2017.

Esse cenário fundamenta-se na expectativa de que a menor quantidade de matéria-prima deva limitar a expansão da produção de açúcar, mesmo com o aumento observado na capacidade instalada de cristalização no Centro-Sul.

Nesse contexto, a produção de etanol deverá somar 24,70 bilhões de litros – retração de 3,71% no comparativo com os 25,65 bilhões verificados na safra 2016/2017. Deste volume, 10,84 bilhões serão de etanol anidro e 13,86 bilhões de litros de hidratado.

A produção estimada de etanol incorpora mais de 300 milhões de litros fabricados no Brasil a partir do milho. Com efeito, o volume produzido de etanol de milho no ciclo 2016/2017 totalizou 234,15 milhões de litros, sendo 36,64 milhões de litros de etanol anidro e 197,51 milhões de litros de hidratado.

O volume de produção projetado, associado a um crescimento de 0,50% previsto para o consumo de combustíveis leves no país, aponta para uma retração próxima de 600 milhões de litros das vendas de etanol hidratado carburante na safra 2017/2018 em relação ao ciclo anterior. No caso do anidro, a estimativa indica um crescimento superior a 200 milhões de litros para o mesmo período.

No que tange à exportação do biocombustível pelo Centro-Sul, esta deve totalizar cerca de 1,10 bilhão de litros no ciclo 2017/2018, abaixo do volume registrado em 2016/2017 (1,36 bilhão de litros).

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