Boletin 02 2019

Boletim GTACC: bicho-furão dos citros

Nas últimas safras de citros, tivemos um significativo aumento na incidência do bicho-furão (Gymnandrosoma aurantium) nos pomares, o que causou amplos prejuízos na produção, em função da grande queda de frutos.

Alguns fatores foram determinantes para o crescimento da praga, principalmente as variações climáticas. Com as mudanças repentinas de temperatura, ocorreram múltiplas floradas, o que permitiu a presença de frutos em diferentes estágios de maturação sob a planta. Consequentemente, isso favoreceu o desenvolvimento do bicho-furão em boa parte do ano.

Além disso, com a presença de psilídeos e das cigarrinhas, o uso de inseticidas cresceu muito, promovendo certo desequilíbrio no ecossistema dos pomares, o que também favoreceu a presença do bicho-furão. E como essas pragas se posicionam mais internamente nas plantas, houve uma redução na quantidade de calda utilizada nas pulverizações e a mariposa do inseto acabou não sendo atingida pelos produtos.

Outra mudança relacionada ao bicho-furão foi o parâmetro de controle inicial da praga, antes medida pelo número de frutos afetados com armadilhas de feromônios. Porém, nesse estágio, o ataque já está avançado e, portanto, o controle é menos efetivo. Por dificuldade de implementação, a coleta de frutos atacados, tanto na planta quanto no solo – uma forma que auxilia na redução da presença da praga – também acabou deixada de lado, apesar de ser importante.

Somados, esses aspectos permitiram o aumento do bicho-furão nos pomares e indicam a necessidade de um melhor planejamento para seu controle. Para mais detalhes sobre o combate ao inseto, entre em contato com o GTACC (www.facebook.com/gtacc).

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