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Fazendo uma selfie

Rubens Stamato

Presidente do GTACC

rubensstamatojr@terra.com.br

 

O momento nacional tem sido conturbado. O país passa por uma crise sem precedentes. Isso mexe com todos. Diz respeito a todos. Por outro lado, o resultado do trabalho empreendido na agricultura repercute positivamente no PIB, mas, principalmente, eleva o moral dessa nação tão combalida.

Dentro dessa conjuntura, a citricultura e a cana de açúcar correm atrás de novas realidades. Apontando a câmera para todos nós que vivenciamos esses dois setores e fazendo uma selfie de ambos, percebe-se que estão tentando se repaginar.

A citricultura enfrenta um ano de pequena safra motivada por vários aspectos técnicos e financeiros, que culminaram com a severa interferência que as adversidades climáticas tiveram sobre a estimativa da atual produção. Por outro lado, a falta de disponibilidade de laranjas no mercado aqueceu os preços e deu nova injeção de entusiasmo ao produtor.

Ânimo que não falta ao produtor da lima ‘Tahiti’, que comemora a continuidade dos altos valores pagos pela caixa da fruta, estimulando ainda mais o setor, mas que independentemente desse “mar de rosas” carece de organização, segundo Afonso Castellucci, presidente da ABPEL, ouvido por Ciência & Prática, para não perder um mercado que se mostra rico e favorável, mas que rapidamente poderá se tornar passado, por pura omissão brasileira.

Vivendo a outra realidade, a da cana de açúcar, onde após um longo período de margens negativas, o setor sucroenergético brasileiro implementa novas tecnologias e vislumbra um melhor horizonte, Ciência & Prática ouviu as palavras alentadoras de Roberto Cestari, presidente da Oricana, que reforça o incentivo ao planejamento estratégico e à tecnificação da produção, como receitas para o equilíbrio sustentável e a remissão dos erros praticados anteriormente.

Mas, no campo, a realidade desses setores agrícolas que nos são mais próximos, esbarra em muitas outras adversidades que, diariamente, colocam os produtores em xeque. O aumento dos custos de manutenção das lavouras e a disseminação das pragas e doenças, entre outros problemas, deixam a turma com “os cabelos em pé”. E não é para menos.

O Cancro Cítrico se alastra pelos pomares de São Paulo, somando-se ao HLB/Greening, nessa roda que se agiganta para cima do produtor. Corajosa a iniciativa do Fundecitrus, que mais uma vez, organiza um encontro no Paraná sobre o manejo do Cancro Cítrico e que teve como clientela preferencial os produtores paulistas. A iniciativa se antecipa a uma provável alteração da legislação vigente para a doença no estado de São Paulo e capacita o produtor de maneira profissional e responsável.

Finalizando, todas as técnicas e pesquisas que podem ajudar a produzir mais, com melhor custo/benefício, são bem-vindas. Um Congresso Internacional é uma rara oportunidade de aprendizado. Vamos aproveitar o fato de que o próximo será no Brasil e participar. O GTACC estará lá e responderá pela organização e realização do seu tradicional Workshop de Irrigação, que desta feita, fará parte da programação oficial desse evento internacional. Aguardamos a todos.

Editorial

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